É muito comum o paciente chegar ao consultório com duas queixas simultâneas: não gosto do formato do meu nariz e tenho dificuldade para respirar. Essa combinação é mais frequente do que se imagina — e a boa notícia é que as duas queixas podem ser resolvidas em um único ato cirúrgico.
A rinoplastia funcional é exatamente isso: uma cirurgia que corrige tanto a estética quanto a função nasal, otimizando o resultado e evitando duas cirurgias separadas.
Pacientes com rinite alérgica frequentemente apresentam cornetos nasais hipertrofiados — estruturas internas do nariz que incham em resposta à alergia e bloqueiam o fluxo de ar. Esses pacientes muitas vezes também apresentam desvio de septo, o que potencializa o bloqueio.
Sim, é possível operar. O controle da rinite com medicação previamente à cirurgia é importante, mas a rinoplastia pode ser realizada de forma segura em pacientes com rinite bem controlada. A avaliação pré-operatória define o momento ideal.
Quando a rinoplastia é combinada com a correção da função, duas estruturas costumam ser abordadas:
Esses procedimentos são realizados pelo acesso interno da rinoplastia, sem cicatrizes adicionais, e não comprometem a estética do resultado final.
Essa é uma dúvida legítima e comum. A resposta é: raramente e de forma mínima. O nariz participa da ressonância vocal — e qualquer alteração estrutural pode ter um impacto sutil no timbre. Na prática, a grande maioria dos pacientes não nota diferença perceptível. Cantores e locutores com queixas específicas merecem uma avaliação mais detalhada antes da cirurgia.
Todo paciente que apresenta obstrução nasal associada a desvio de septo, cornetos aumentados ou válvula nasal insuficiente — e que também tem interesse em melhorar a estética do nariz — é potencialmente candidato. A decisão é feita após exame clínico completo, incluindo nasofibroscopia quando necessário.
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